Todo cuidado é pouco: Atualização do antivírus pode evitar mais de 1,6 milhões de ameaças
(Junho/08)
Quantos vírus de computador existem no mundo? Não seria exagero dizer que a resposta muda a cada minuto. Enquanto o número de vírus aumenta progressivamente, cresce também a necessidade de proteger dados. Dados do Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br) mostram que, até março de 2008, foram identificados 29.923 incidentes ligados à segurança na internet, 61% a mais do que no mesmo período de 2007. Deste total, 28% dos ataques foram por vírus e 27% por worms.
“É consenso que o número de ameaças circulando hoje, passa, há muito tempo, de um milhão. Mas as empresas divergem quanto ao número exato porque ele aumenta a cada hora”, explica Eduardo Freire, diretor da FirstSecurity, empresa representante do AntivírusKit GDATA (AVK) no Brasil. “As melhores referências são grupos, empresas e sites que fazem testes comparativos entre antivírus. Um dos mais populares é o av-comparatives.org que contabiliza mais de um milhão e seiscentos mil vírus”, aponta.
O caminho para o surgimento de um novo vírus é lento. Desenvolvedores mal-intencionados pesquisam brechas para penetrar no sistema operacional de internautas incautos. Com estas informações, criam códigos de programação maliciosos que obrigam o computador a cumprir tarefas como copiar dados digitados ou roubar senhas. Geralmente, o objetivo é financeiro. Mas há quem faça por diversão.
“A utilização de dados pessoais, senhas de banco, de cartões de crédito, informações sigilosas das empresas por criminosos é, sem dúvida, um dos principais motivos. Há, ainda, grupos que desenvolvem vírus e atacam servidores de empresas para conseguir destaque em comunidades de criadores de vírus. Mas o principal motivo é o lucro fácil com operações ilegais”, esclarece Freire. Manter a base de dados sobre vírus atualizada constantemente é um passo fundamental para se proteger das pragas virtuais recém-nascidas, que geram maior risco ao usuário. Sem conhecer o padrão de códigos que caracterizam cada ameaça, o programa antivírus não tem parâmetros para responder corretamente. A cada atualização, a base de vírus identificados aumenta, assim como as instruções para evitar suas conseqüências, chamadas Vacinas.
No Brasil, o antivírus com atualização mais freqüente é o AVK, da GDATA. A cada hora, 24h por dia, o GDATA Security Labs, instituto localizado na Alemanha, libera novas atualizações. O mecanismo InternetAmbulance, que faz parte do sistema de defesa do AVK, encontra e isola os códigos suspeitos executados em cada computador. Se o usuário habilitar a função, a informação é enviada para o centro alemão que descobre se o código faz parte de um vírus, se é uma variação de um problema que já existe ou se é inofensivo. São 24 remessas por dia para garantir que o computador esteja pronto para lidar com qualquer perigo.
Alguns antivírus atualizam sua base de dados apenas uma vez por dia ou, até, a cada semana. Nesse caso, se um novo vírus for disseminado após a atualização, a praga terá entre 24 horas e sete dias para agir impunemente no sistema infectado.
“Além de manter instalados em sua máquina programas eficientes de antivírus com base de assinatura de vírus atualizada, é fundamental que os usuários domésticos se protejam com a utilização de programas firewall, que monitoram todos os recursos do computador, impedindo e alertando os usuários sobre qualquer comportamento anormal do sistema e qualquer tentativa de envio de dados não solicitada”, adverte o engenheiro e diretor da FirstSecurity.
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